O Presente.
Chico é um presente. Isso, presente. Porque mesmo quando passo meses sem vê-lo, ele nunca deixa de me visitar com palavras que sempre recebo numa linda caixa enfeitada com uma bela fita. Seu lirismo se estende até na forma de dialogar numa janela de msn, é como se um passarinho pousasse nela e você lesse as cifras do seu canto. Chicote é um grande amigo, um grande ator, um grande abraço, sempre. Ontem eu recebi esta jóia rara que faço questão de exibir à vocês.
http://teatroribas.zip.net/index.html

Escrito por Angel às 04h18
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Do Chão ao Teto ao Chão
A tua cabeça não pára
Mas o teu corpo adormece
E se os miolos descansam
A tua rotina padece
Um trago de blues
Um brinde ao seu vício
A carne crua apodrece
Destemperada e sem sal
Aquela história perdura
No gosto amargo de mofo
Os ossos, os nervos, as unhas
Rasgando as plantas
Regando os pés
Desenterando suas sombras
Faz um desenho no teto
Contorna a boca de cena
Acena assim lá do alto
Te lembra, um ponto obscuro
Mal desenhado
Mal educado
Avesso ao meu absurdo
Escrito por Angel às 03h15
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Dízima.
Eu teria dito Com as minhas palavras O que outra boca diria Enquanto me calava Mas muda, mudo Levo caixas empoeiradas Cheias de imagens pálidas Deixo-as no meu sótão Sem chão Ocupo um espaço vazio De cômodos pequenos Incômodos, dois Paredes frágeis Passos milimétricos Desmedidos A trena alcança a janela Cai, caos, canso As asas dançam Num ballet desconforme Dez, conforme eu mudo Noiva, oito, sete, seis, cinco Quarto, quadrado Triângulo, três, dois, um Uma, zero Menos um Infinito.
Escrito por Angel às 18h25
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