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Particularidades Combinadas Misturadas Distintos Tintos Tantos O frio faz calor O doce é salgado Experimentos Experimento Gosto diferente Gosto diferente Gosto do gosto Satisfaça-se num trato Sem laços Com restos Faça-se num prato Sirva-se a vontade Limpe a boca E não repita
Escrito por Angel às 17h41
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Divã.
Lembro do primeiro dia que fui na análise. Eu já tinha faltado duas vezes. Na verdade, eu estava com medo. Medo de começar a falar de mim. Dos meus medos. E na terceira vez que ia adiar, resolvi que ia, mesmo atrasada, mesmo cansada, mesmo em dúvida. Era uma questão de honra. Hoje eu fiz isso. Depois de quatro semanas desmarcando, colocando outras coisas na frente, errando o caminho, eu precisava ir. Mesmo sem coragem, mesmo sem força, mesmo sem vontade. Cheguei quase na hora de ir embora. Mas fui. Sem maquiagem e com a sensação de que por uma questão de honra eu deveria estar ali. Por respeito a mim. A Viviane sempre me surpreende. A gente não pode se adiar.
Escrito por Angel às 14h53
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Rabiscos de mim mesma.
Eu escrevi na sexta. Amanhã eu posto. Escrevi a mão no caderno da agência enquanto estava no salão e acabei levando o caderno para casa. E trouxe para agência o que escrevo para o teatro. Na verdade, eu tenho escrito em muitos lugares, não tenho conseguido separar as áreas. Aliás, não tem como. Eu gosto de escrever a mão. Gosto de rabiscar e passar a limpo. De olhar a letra escrita com pressa de uma forma que quase só eu consigo entender. E de olhar a letra perfeita depois que passo a limpo de uma forma mais organizada. Algumas pessoas entendem a minha letra, mesmo quando meus textos são escritos entre um ensaio e outro. Um anúncio e outro. Uma vida e outra. Me traduzem.
Escrito por Angel às 14h45
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Colo.

Você, Você Chico Buarque Composição: Guinga - Chico Buarque
Que roupa você veste, que anéis? Por quem você se troca? Que bicho feroz são seus cabelos Que à noite você solta? De que é que você brinca? Que horas você volta?
Seu beijo nos meus olhos, seus pés Que o chão sequer não tocam A seda a roçar no quarto escuro E a réstia sob a porta Onde é que você some? Que horas você volta?
Quem é essa voz? Que assombração Seu corpo carrega? Terá um capuz? Será o ladrão? Que horas você chega?
Me sopre novamente as canções Com que você me engana Que blusa você, com o seu cheiro Deixou na minha cama? Você, quando não dorme Quem é que você chama?
Pra quem você tem olhos azuis E com as manhãs remoça E à noite, pra quem Você é uma luz Debaixo da porta? No sonho de quem Você vai e vem Com os cabelos Que você solta? Que horas, me diga que horas, me diga Que horas você volta?
Escrito por Angel às 14h36
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