confabulangel


NOVO ENDEREÇO

Minha gente, depois de muito tempo tentando personalizar este blog, me rendi ao blogspot. Com dor no coração, me despeço.

 

Visitem a nova casa. As portas daqui não serão fechadas pois não tenho como levar tudo para lá. Beijos e até o:

 

http://confabulangel.blogspot.com/

 

 



Escrito por Angel às 01h54
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Aonde vamos parar?

Descobri que uma vaga no meu prédio custa 10% do valor do imóvel. Preciso vender o carro para comprar a vaga. E vice-versa.



Escrito por Angel às 16h44
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Um minuto de silêncio para a impaciência.



As crianças saíram de férias, temos podido admirar lindos finais de tarde com belos pores-de-sol, temos tido pouco trânsito, pouco barulho, a radio OI existe, tem chovido pouco, ou pelo menos, o suficiente para nos refrescar o dia sem desmoronar a vida de ninguém. Porque alguns seres humanos insistem em atolar literalmente as suas duas cretinas mãos em suas estúpidas buzinas mesmo assim (não, não era uma ambulância)? E mais do que isso, como têm coragem de agir assim quando o som de suas buzinas se assemelha ao som que sai daquela corneta que os palhaços usam no circo? Saim da minha frente, peloamor!



Escrito por Angel às 18h17
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Índigo Blue

 

Ela olha fixamente em direção ao azul infinito.

- Olha ali. Você está vendo aquele limite onde o mar encontra o céu?

Ele olha fixamente em direção ao azul infinito.

- Não consigo definir exatamente esse limite...

Ela deixa seu olhar infinito encontrar o dele.

- Eu te amo além dele.



Escrito por Angel às 16h30
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Malditas Mocinhas


Minha mãe é de uma família de mulheres, cinco “marias”. Maria Lucia, Ruth Maria, Etelvina Maria (homenagem a uma tia muito generosa, justifica o nome e com muito esforço, a falta de generosidade da minha avó em batizá-la com esse nome), Maria Beatriz e Maria Heloisa ou simplesmente Lulucha, Ruthinha, Teleca, Bibi e Helô. Virgem Maria, quanta mulher! Podia-se usar qualquer perfume, mas a casa sempre tinha cheiro de puro estrogênio nº 5. Imaginem, minha avó ficou viúva bem cedo e essa legião feminina cresceu junta comandada por uma única e grande mulher. E imagine por quantos apuros a minha avó passou para enfrentar a primeira menstruação das filhas que começou lá atrás, em 1945. “Mãe, tem algo estranho e quente acontecendo aqui dentro de mim”, “Mãe, acho que me cortei dormindo ou estou morrendo, a cama está toda suja de sangue...”, “Mãaaaaaaaaaaaaae!!!!!!”, “Mãe, como é que vocês falam mesmo? Ah, virei Mocinha!”, “Xi mãe, já posso engravidar...”. A cada ano, uma surpresa. Uma com 10, outra com 11, a caçula com 12 e as duas mais velhas com 15! E eu cresci escutando todas essas histórias e rindo de todas elas, achando que comigo seria diferente. Que para mim oras, uma menina avançada e completamente íntima de tantas primeiras menstruações, seria muito natural e nada inusitado a, “quê”, “ah?”, - opa-o-que-que-é-isso-des-cen-do-pe-lo-meio-das-MI-NHAS-PER-NAAAAAS? Mas como assim? Eu acabei de dar o meu primeiro beijo de língua! E nem foi tão bom assim. Ei pseu-corpo de mocinha, pode ir parando que eu ainda nem tenho peitos! Como vou deixar alguém passar a mão em algo que mal existe? Apesar de que, acho bem pior liberar o peito do que a bunda, afinal, bunda não tem sexo, todo mundo tem. POR CIMA DA ROUPA, QUE FIQUE BEM CLARO! Eu ainda me sinto uma criança. Só tenho um sutiã. Não sei como usa isso.Sempre tive medo daquilo grudar em mim. Ai que dor! Quem nem soco no bico do peito e chute no saco. “Mãe, mãe... vem aqui”. Porque, porque no dia da primeira menstruação sempre tem alguma coisa acontecendo na casa da gente, sempre tem visita, sempre é natal, sempre é aniversário de alguém? ... resumindo: nunca dá pra chamar a mãe aos berros. Eu pelo menos nunca soube disso nessa geração. “Mãe, por favor, vem aqui.”, “MÃE, MÃ-Í-Ê”. Toc, toc, toc. “Senha, por favor”. O que parecia o fim do mundo num dia onde todos da minha escola estavam se preparando para bailinho no salão da casa de uns amigos para ela era a glória! Era como se a bonequinha dela passasse de Fofolete ao estágio Susie. “Virou mocinha!”, Gente! A Angela virou mocinha! E agora, como eu ia sair dali? Por favor, me espere aí fora até a menopausa, quando já não tiver mais nenhum convidado nessa maldita sala esperando para me dar sei lá o quê. Parabéns? Por favor, não sejam ridículos, me desejem pêsames. Como eu vou vestir a minha calça de couro preto cintura alta com essa... com esse, com isso? Com essa fralda geriátrica no meio das pernas?! Enfim, ergui como uma heroína meu nariz adunco, que ficava entre uma testa grande e uma boca muito pequena acomodados em um rosto que na época eu achava pouco harmônico e cheio de espinhas. Abri a porta e saí, saí muito diferente do que entrei naquele banheiro. Tinha enfim encontrado a filha adolescente da loira do banheiro, a assustadora e inesperada “mocinha do banheiro”. Passei pelo meio dos convidados como uma Afrodite. E quase na porta meu irmão num ímpeto de ciúmes indagou: “hey, onde você pensa que vai menina”? Por favor gente, do que ele me chamou mesmo? Menina, é isso? Céus, alguém avisa para este garotinho inocente que agora ele está falando com uma legítima mocinha?

Escrito por Angel às 16h34
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Respeitável Surpresa

- Amanhã vamos num lugar.
- É? Que lugar?
- Surpresa...
- Que horas?
- Sete, em ponto. Não podemos atrasar...

De hora em hora a pergunta que não queria calar.

- Aonde vamos amanhã?
- ...
- Por favor, uma dica... só umazinha.
- Você já foi.
- Faz tempo? Preciso me arrumar muito?
- Não posso mais dar nenhuma dica, senão estrago a surpresa.

O domingo seguinte foi um martírio para aquele rapaz que certamente já tinha se arrependido de ter planejado aquela surpresa. Depois de inúmeras tentativas frustradas de descobrir aonde iam durante o dia todo, resolveram voltar para casa ao entardecer.

- Já posso me arrumar?
- Ainda não, está cedo, vamos descansar um pouquinho.

Ele deitou e adormeceu. Ela deitou no seu peito e manteve os olhos abertos por mais de cinco minutos. Percebendo que ele realmente não estava fingindo, partiu para a primeira tentativa de cochilo. Segunda, terceira, quarta, quinta, sexta... Ufa, finalmente ele resolveu acordar.


- Vou de bota, tudo bem? Ah, vou usar a minha blusa nova de manga comprida. Oba! Ainda bem que está frio.

Ele só ria. Sorria. Olhava para a mulher que, com um segredo, transformara numa menina. Saíram correndo. Subiram a Augusta.

- Ai meu Deus. Estamos indo para Loca? Matinê da Loca, é isso? No Espaço Unibanco? Hum... ver algo no Satyros? Nos Parlapatões? Ah! Já sei... vamos no “Biblos”, aquele puteiro de nome inusitado perto do Vegas. Ainda bem que vim com uma roupa bem comportada.

O olhar de reprovação eliminou todas as alternativas. Quase no final da Augusta ele alertou.

- Estamos chegando... Pode parar o carro ali, logo ali, virando a esquina.

As mãos suavam. O coração disparou. Os olhos ficaram arregalados diante de tantas cores, tantas luzes. Eles estavam no circo. No chão, serragem. No céu, incontáveis estrelas.

Naquele momento as idades foram invertidas e alteradas. A distância que o tempo havia um dia colocado entre os dois ultrapassou bem mais do que uma década. O trabalho que a sobrecarregava. O mundo que tentava abraçar. As contas esquecidas. O texto não decorado. As promessas que as poucas 24 horas diárias não a deixavam cumprir. As calorias ingeridas no almoço... tudo aquilo foi parar num lugar que, quando criança, ela nunca imaginou conhecer.

E então, pontualmente às sete horas, “plim!”, ela se transformou numa menina muito mais menina do que um dia ele poderia imaginar. E naquele momento ela só conseguia sentir duas coisas: o cheiro de pipoca irresistível e um amor do tamanho do mundo. E quando a gente é criança, tudo fica muito maior.













Escrito por Angel às 18h22
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Amo Muito Tudo Isso.


Gente que não tem medo de amar.
Gente que não tem medo de aprovar uma campanha fora do "guide".
Gente que não tem medo de viver fora do "guide".
Gente que não tem medo de falar a verdade.
Gente que não tem medo de sair pelo mundo.
Gente que não tem medo de revelar sentimentos cafonas.
Gente que sabe receber elogios sem retrucar com um "isso é velho" ou "ah, gostaria de pesar três quilos a menos".
Gente que sabe entender quando a vida lhe dá presentes.

Depois de muito tempo sem entender porque me arrancaram tantas coisas, entendi.



Escrito por Angel às 15h19
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Mapas?


Sou muito crédula quando o assunto são “astros”. Combinações de signos, numerologia e todas as outras coisas ligadas a um plano que transcende a minha compreensão.

Faz alguns anos que conheci a Solange. Uma mulher despretenciosamente sábia e sensível ao ponto de dizer “isso é o que foi traçado para você, mas ele está em suas mãos e se a sua decisão for fazer diferente, você fará”.

Subtexto – Não sofra, o destino está em suas mãos. Mas se prefere seguir um caminho mais tortuoso, a escolha é sua, foda-se!

Enfim, muitas coisas que ouvi àquele dia se tornaram reais. Na verdade, todas elas dentro do tempo que me foi proposto. Algumas ainda estão por acontecer. E uma das mais importantes aconteceria dentro de sete anos. Passaram-se quatro.

Pela primeira vez decidi desafiar o tempo e duvidar dos astros.


Escrito por Angel às 15h10
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Concha


Eu estou ouvindo Beirut. Hoje eu ouvi muitas coisas que me emocionaram. Hoje eu queria ouvir que alguém gostaria de dividir algo comigo. Uma cama, uma pizza, um segredo, uma vida, uma conquista ou até mesmo uma angústia. Amanhã passa.

Escrito por Angel às 23h58
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Hoje

 

Previsão para 17/8

Mais uma flechada na perna, Centauro? Mas você bem sabe que você deve simplesmente arranca-la e seguir seu galope. Nada de reclamações ou lamentações. A vida pede rapidez de decisões, frieza nas escolhas e muita dedicação e empenho. Não se deixe paralisar pelas dúvidas. Siga em frente.



Escrito por Angel às 23h39
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O Presente.

 

Chico é um presente. Isso, presente. Porque mesmo quando passo meses sem vê-lo, ele nunca deixa de me visitar com palavras que sempre recebo numa linda caixa enfeitada com uma bela fita. Seu lirismo se estende até na forma de dialogar numa janela de msn, é como se um passarinho pousasse nela e você lesse as cifras do seu canto. Chicote é um grande amigo, um grande ator, um grande abraço, sempre. Ontem eu recebi esta jóia rara que faço questão de exibir à vocês.

http://teatroribas.zip.net/index.html

 

 

 

 



Escrito por Angel às 04h18
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Do Chão ao Teto ao Chão

 

 

A tua cabeça não pára

Mas o teu corpo adormece

E se os miolos descansam

A tua rotina padece

Um trago de blues

Um brinde ao seu vício

A carne crua apodrece

Destemperada e sem sal

Aquela história perdura

No gosto amargo de mofo

Os ossos, os nervos, as unhas

Rasgando as plantas

Regando os pés

Desenterando suas sombras

Faz um desenho no teto

Contorna a boca de cena

Acena assim  lá do alto

Te lembra, um ponto obscuro

Mal desenhado

Mal educado

Avesso ao meu absurdo

 



Escrito por Angel às 03h15
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Dízima.


Eu teria dito
Com as minhas palavras
O que outra boca diria
Enquanto me calava
Mas muda, mudo
Levo caixas empoeiradas
Cheias de imagens pálidas
Deixo-as no meu sótão
Sem chão
Ocupo um espaço vazio
De cômodos pequenos
Incômodos, dois
Paredes frágeis
Passos milimétricos
Desmedidos
A trena alcança a janela
Cai, caos, canso
As asas dançam
Num ballet desconforme
Dez, conforme eu mudo
Noiva, oito, sete, seis, cinco
Quarto, quadrado
Triângulo, três, dois, um
Uma, zero
Menos um
Infinito.


Escrito por Angel às 18h25
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Simples assim 2.


Eu tô feliz!

Escrito por Angel às 19h53
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Fragmentos.


Arde nela
Aquela vontade
De sucumbir
Ao sonho

Sono profundo
Transe
Transito entre
As vidas


Escrito por Angel às 15h13
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